Uma historinha sobre a descoberta e evolução dos implantes dentários…
Alguns de nossos pacientes têm a visão de que os implantes dentários são novos na Odontologia! Esse pensamento tem um fundo de verdade e um pouco de mito. Em relação aos tratamentos convencionais da Odontologia, tais como restaurações (obturações), endodontia (canal), próteses, ortodontia e periodontia (tratamento de gengivas), a reabilitação fixa com implantes de titânio é relativamente nova.
A busca pela substituição de dentes perdidos é quase tão antiga quanto a própria história da humanidade. Antigamente, reis, nobres, plebeus, escravos ou qualquer parcela do povo perdia dentes por diversos motivos. Nessa época, apenas os ricos podiam tentar repor os dentes. O uso de próteses rudimentares de acrílico, dentes feitos de conchas marinhas ou, até mesmo, dentes removidos de escravos ou prisioneiros eram usados pra “tentar” devolver a função mastigatória dessas pessoas.
A busca por próteses estéticas e funcionais levou a evolução dessa área de conhecimento da Odontologia. Porém, todas as próteses eram removíveis ou unidas em raizes de dentes naturais. Não havia a possibilidade de substituir, de uma maneira fixa, um dente perdido ou extraído. Nesse contexto, a Odontologia ficou refém dessa impossibilidade até meados da década de 60/70 do século passado.
Foi quando um pesquisador Sueco, chamado Per Ingvar-Branemärk, realizou uma descoberta, até certo ponto, inusitada. Estudando a fisiologia do osso, ele teve a sorte de inserir uma peça de titânio na tíbia de um coelho e viu que a mesma não era passível de remoção. Ou seja, o material era integrado (unido) ao osso sem o mesmo rejeitá-lo. Daí, ele pensou em como usar a descoberta… Imaginou, como ortopedista que era, usar próteses de titânio na substituição de várias partes do nosso corpo, principalmente o osso. E pra nossa sorte ele usou essa descoberta, primeiramente, na tentativa de reabilitar arcadas dentárias de pessoas sem nenhum dente na boca.
Professor Branemärk estudou, pesquisou, publicou e desenvolveu todo o arsenal da implantodontia moderna por quase 20 anos, até levá-la a público apenas em 1982, em uma conferência no Canadá. Nesse momento, ele revolucionou a Odontologia moderna que viria a melhorar a vida de milhões de pessoas ao redor do mundo.
No Brasil, os primeiros profissionais aprenderam sobre implantes no final da década de 1980, quando alguns colegas de SP e RS viajaram pros EUA e Europa. Ou seja, temos aproximadamente 30 anos dessa ciência no Brasil. E com o passar desses anos, tudo na arte de reabilitação oral com implantes dentários evoluiu e aprimorou-se. Desde o desenho dos parafusos de titânio, caminhando pela cirurgia minimamente traumática, até o uso de coroas sem metal, tudo mudou. Nos dias de hoje, conseguimos colocar implantes em quase 100% dos nossos pacientes. E isso nos fascina.
Nossa equipe do Ateliê de Estética Oral é exclusivamente formada por dentistas pós-graduados nessa arte com uma experiência de quase 15 anos com implantes dentários e reabilitação oral estética. Gostamos de buscar novos conhecimentos, novos materiais, laboratórios de primeira linha pra exercer nossa profissão voltada pra devolver o sorriso da nossa população. Até porque o sorriso é a transparência da alma.
Estou muito feliz em compartilhar um pouco de conhecimento e nossas experiências no dia a dia da clínica. Te convido a nos acompanhar no Facebook e a assistir nossos vídeos no YouTube. Em breve voltaremos com novas histórias. Um grande abraço.




