Andar pelo Brasil – Parte 2
Cheguei em Ribeirão Preto num vôo da Gol no final de janeiro de 2006. O mestrado já iria iniciar em fevereiro. A Kylvia e a Aninha, na época com 4 anos recém completados chegaram antes. Com a ajuda de meu sogro, Januncio, eles alugaram um apartamento pequeno mas confortável num condomínio do Jardim Paulistano, um bairro bem legal de Ribeirão. Nesse bairro, era possível andar a pé para qualquer lugar nas proximidades sem medo de nada. Minha filha ia pé para todas as atividades extra escolares no bairro andando na companhia da babá. Essa é uma das coisas que sinto certa nostalgia de Ribeirão Preto. A Kylvia que estava nessa jornada comigo, conseguiu também aprovação na USP. Ia fazer residência médica em neurologia pediátrica. Ali começava um novo capítulo, uma nova vida e estávamos realmente confiantes que iríamos evoluir muito profissionalmente naquele ambiente da melhor universidade do Brasil. Desafios foram muitos, tínhamos poupança acumulada para passarmos 2 anos mantendo um novo padrão de vida. Bem abaixo do que já tínhamos conseguido no Ceará. Mas isso não nos preocupava. A preocupação era: educação, educação e educação.
Partimos nesse intuito, crescer profissionalmente. Eu queria ser o melhor dentista do Brasil. Audacioso, mas esse era meu sonho. O que era para mim, ser o melhor dentista do Brasil. Saber intelectualmente tanto quanto o cara que mais sabia de Odontologia estética no país. Também ser capaz de executar qualquer procedimento dentro dessa área com o mesmo grau de requinte, alcançando os mesmos resultados que os melhores caras.
Foi quando comecei a conhecer outro mundo. O mundo da excelência total. E não existe lugar no país inteiro onde se ensine e se pratique excelência como em São Paulo. Comecei a conhecer minhas referências na área e queria ser igual a eles. Os maiores para mim, Oswaldo Scopin, Sidney Kina (Odontologia cerâmica) e Paulo Martins, Júlio César Joly (implantes dentários e periodontia). Tenho a grata satisfação de falar que sou amigo de todos eles hoje. São profissionais que mudaram a minha percepção sobre Odontologia de altíssimo nível para sempre.
Dentro da USP, eu precisava me capacitar como um grande clínico, um excelente professor e também como pesquisador. Me dediquei intensamente às duas primeiras funções. E apesar de não ser minha maior paixão, também fiz os trabalhos de pesquisa que necessitava para defender minhas teses e obter meus títulos de Mestre e posteriormente Doutor em Reabilitação Oral. Muita gratidão a meus orientadores dentro da Universidade, Professora Rossana de Almeida Antunes e Professor Ricardo Faria Ribeiro. Foi uma honra trabalhar com duas das figuras mais humanas que conheci na vida.
Em 2007, apenas no segundo ano do mestrado, comecei uma nova fase na vida acadêmica. Viagens, viagens e viagens. Mas isso fica para o próximo post.
Leia a parte 1 clicando aqui.
- Tudo Que Você Precisa Saber Antes De Iniciar Um Tratamento Dentário
- As 7 Grandes Dúvidas Que Você Precisa Tirar Sobre Implantes Dentários




