Um pouco sobre a relação entre dentista e paciente…

Nosso querido paciente, venho por meio deste post conversar um pouco com você sobre como acredito ser salutar uma relação profissional-paciente. Não há coisa melhor para um profissional de saúde quando, no final do tratamento, conhecemos a pessoa que nós tratamos e nos tornamos realmente amigos! Sabemos que quando nos procuram, muitas vezes vêm com o coração cheio de angústias e medos voltados para se realmente conseguiremos contemplar suas expectativas sobre o tratamento a que serão submetidos!

Desse modo, lhes afirmo que não tem como termos confiança em uma terceira pessoa se não há uma conversa franca e sincera. Não é incomum os pacientes se queixarem de consultas de 5 minutos em que o colega praticamente nem olha para o rosto do seu paciente… Vai logo pedindo exames. A falta de sensibilidade na prática médico-odontológica é uma queixa comum que ouvimos com frequência. Com o tempo e a experiência advindas ao longo dos anos, realmente alguns profissionais de saúde se tornam frios e tecnicistas enquanto outros se tornam mais humanos!  Essa deve ser uma luta diária de quem trata de pessoas!

O conceito de humanização da área de saúde está cada vez mais em evidência. Realmente temos que conhecer a “pessoa” para podermos dar a melhor terapia para a “doença”. Não há como dissociarmos esses dois aspectos 100% interligados. Inclusive há livros belíssimos sobre a temática (sugiro o Pequeno Médico de Graziela Gilioti). Por isso meus caros, conversem, exponham suas dúvidas, exijam respostas até que suas dúvidas pessoais sejam elucidadas! Isso é nossa, como profissional e ser humano, obrigação! Consultas devem ser valorizadas e com o tempo necessário pra que se chegue a uma excelente relação profissional-paciente.

Pra finalizar, repito uma frase de um autor/médico desconhecido que ouvi de uma professor e amigo pessoal: “Marcelo, Deus te deu ouvidos, olhos e mãos. Use-os nessa ordem em seus pacientes”.

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